2 de fevereiro
1858 – Nasce no RS, João de Barros Cassal, teórico da divisão de Mato Grosso
Nasce em
Alegrete, RS, em 2 de fevereiro de 1858, João de Barros
Cassal. Advogado, jornalista e político, Cassal foi chefe de polícia em
1889 e com a deposição de Júlio de Castilhos foi aclamado governador do Estado
do Rio Grande do Sul, como membro de uma junta provisória, que ficou conhecida
como "governicho". Tomou parte na guerra civil do Estado e na revolta
da armada no Estado do Rio de Janeiro, em 1894, a bordo do vapor Esperança.
Exilado na Argentina, com a derrota dos maragatos na revolução federalista,
chegou ao Sul de Mato Grosso em 1901,¹ fixando residência em Nioaque, onde
juntou-se aos divisionistas, dentre eles, seu conterrâneo e partidário coronel
Bento Xavier. É tido por alguns historiadores como o primeiro teórico da
separação de Mato Grosso.
Atribui-se à sua
autoria o projeto da “Revolução da Paz”, base da insurreição do coronel Bento
Xavier contra o domínio das oligarquias do norte sobre o sul do Estado.
Barros Cassal faleceu em Nioaque em 19 de outubro de 1903, em consequência de uma hepatite aguda. Seus restos mortais foram transladados para Porto Alegre, anos após seu falecimento. Uma das principais vias públicas da capital gaúcha tem o seu nome. Em 1930, a cidade de Rincão de Santo Antonio, no Rio Grande do Sul, passou a chamar-se Barros Cassal em sua homenagem.²
FONTE: ¹Luiz Araújo Filho, O município de Alegrete, avulso e http://biblioteca.ibge.gov.br/d_detalhes.php?id=32364; Sergio Cruz, As duas guerras de Bento Xavier, o maragato, Via Morena, Campo Grande, p. 132.2 de fevereiro
1922 - Nasce em Campo Grande Hélio Bucker

Fez o curso primário no Colégio Pestalozzi de Campo Grande e o colegial no Colégio Martin Afonso em Niterói. Entrou para o Exército em 1942, no Sétimo Batalhão de Caçadores em Porto Alegre. Integrou a Força Expedicionária Brasileira, participando da 2a. Guerra Mundial na Itália. Deixou o Exército em 1945 e dedicou-se à causa indígena. No Serviço de Proteção ao Índio, chefiou postos em São Paulo, Bahia e Mato Grosso.
A partir de 1961 exerceu as funções de chefe da 5a. Inspetoria Regional do SPI com sede em Campo Grande. Em 1964 passou a exercer as funções de chefe da 6a. IR em Cuiabá, com jurisdição em Mato Grosso, Goiás e Rondônia. Em 1968 foi nomeado delegado regional da Funai e promoveu a estruturação e implantação da 5a. Delegacia Regional , com sede em Cuiabá. Em 1970 foi designado para planejar e implantar a 9a. DR com sede em Campo Grande. Nessa delegacia determinou a medição e demarcação das reservas dos cadiuéus, caoivás e terenas. Pleiteou e obteve títulos de propriedade de 2.000 hectares para os índios terenas do Limão Verde em Aquidauana.
Durante 23 anos de atuação oficial junto aos índios coletou, descreveu, catalogou diretamente nas aldeias, 800 peças de artesanato aborígene, constituindo coleção de acordo com os padrões e métodos etnológicos recomendados. As referidas peças se encontram no museu da Universidade Federal de Mato Grosso, em Cuiabá. Hélio Bucker faleceu a 10 de fevereiro de 1996.
FONTE: Hélio Jorge e Ivete Bucker, Um pracinha entre os índios, Associação dos Novos Escritores de Mato Grosso do Sul, Campo Grande, 1991. Página 32
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