18 de janeiro
Em Mato Grosso, consagrou-se com o epíteto "leão de Cuiabá".
FONTE: Basílio de Magalhães, Biografia de Antonio Luiz Patrício da Silva Manso, Arquivo do Museu Nacional, Rio de Janeiro, 1909, volume XXII.
18 de janeiro
1877 - Circula o primeiro jornal de Corumbá
Inicia circulação em Corumbá o primeiro jornal editado nessa cidade. Trata-se de O Iniciador, órgão "comercial, noticioso e literário, impresso em quatro colunas, era de propriedade e redação de Silvestre Antunes Pereira Serra, tendo como diretor técnico e editor o cidadão Manuel Guimarães.
Abria a primeira coluna o calendário da semana, com indicação das fases lunares. O Iniciador era impresso em prelo Marinoni (aliás o primeiro introduzido em Mato Grosso) tendo sido todo o material tipográfico adquirido em Assunção do Paraguai".
FONTE: Estevão de Mendonça, Datas Matogrossenses, (2ª edição) Governo de Mato Grosso, Cuiabá, 1973, página 50.
18 de janeiro
1903 - Inaugurada mineradora no Coxipó-Mirim
É inaugurado o serviço de mineração no rio Coxipó-Mirim, em Cuiabá. Para esse fim foi empregada a primeira draga introduzida em Mato Grosso. A companhia, para isso organizada na Austrália (The Transpacific [Brazil] Mining and Exploration Company Limited), e que tinha como diretor técnico Mr. John H. Wall, auxiliado pelo dr. Jacques Markwalder, adquirido posteriormente para os trabalhos mais duas poderosas dragas.
A chegada do equipamento em Cuiabá, sete meses antes do início das atividades da empresa foi registrado pela imprensa local:
Consta-nos que ultimamente chegou em nosso porto e descarregou-se um enorme maquinismo destinado à uma importante companhia inglesa de mineração organizada pelo hábil engenheiro Jacques Markwalder sob o título de - The Transpacific (Brazil) Mining and Exploration Company Limited - tendo por representante o mesmo sr. Marckwalder.
O maquinismo que tem sido desembarcado parte já fora conduzido para o Coxipó do Ouro, onde terá de ser assentado em suas margens.
O que podemos afiançar é que a mesma companhia muito terá de lucrar com essa mineração de que já tem conhecimento do lugar o sr. Marckwalder. Será de muita vantagem para o nosso Estado que auferirá disso grandes lucros.
O sr. Marckwalder para conseguir esse desideratum, muito tem lutado; e aqui entre os nossos capitalistas nenhum não se animou a coadjuvá-lo na empresa, desconfiando eles nada tirar de resultado, indo o sr. Marckwalder buscá-lo no estrangeiro, onde encontrou todo o apoio e certeza de resultado, conseguindo grande capitais para o trabalho.
Diz o mesmo engenheiro que as minas do Coxipó do Ouro rivalizam-se com as da Austrália.
Ora, sendo assim, nada resta a duvidar para a realização das vantagens da sua útil e importantíssima empresa.
Já não é um grande passo dado para a grandeza de Mato Grosso?
O privilégio já ele tirou e lhe fora concedido como já é público e conhecido.
Consta-nos que além desse privilégio, ainda a mesma companhia arrendou por 30 anos um terreno aurífero pertencente ao tenente-coronel Faustino Correa da Costa, pela quantia de 90:000$000.
Dando esta notícia aos leitores, felicitamos o estado de Mato Grosso e a companhia organizada pelo sr. Marckwalder, por esse grande passo dado; pois temos certeza de que ela fruirá de vantajosos resultados, fazendo inveja aos nossos usurários capitalistas que só querem o seu dinheiro para apodrecer na burra ou render prêmio n'algum banco e capitalizando os juros de seis em seis meses!
Deus que ajude ao sr. Marckwalder e sua companhia na empresa que encetaram para glória sua e nossa.
Com mais vagar iremos orientando os leitores acerca desta importante empresa, colhendo outras notícias no prosseguimento dos seus trabalhos, os quais não serão pequenos e que demandam de muito pessoal e despesas para a montagem do mesmo maquinismo que calcula-se em 400 e tantos contos de réis.¹
O otimismo do jornal se transformaria numa realidade insólita para o festejado investimento, conforme o breve registro do historiador atento:
Transferido o privilégio à Companhia Mato Grosso, com sede em Buenos Aires, teve de suspender a mineração,sendo a empresa declarada falida, em razão da carência de uma administração como a primitiva.²
FONTE: ¹O Pharol, Cuiabá, 21 de junho de 1902. ²Estevão de Mendonça, Datas Matogrossenses (2a. edição), Casa Civil do governo do Estado de Mato Grosso, Cuiabá, 1973, página 50.
1931
18 de janeiro
Criada a Faculdade de Odontologia
e Farmácia
Realiza-se em 18 de janeiro de 1931 assembleia geral da sociedade anônima, mantenedora da Faculdade de Odontologia e Farmácia de Campo Grande. Detentor de sessenta por cento das ações, é eleito seu diretor, o dentista Agostinho dos Santos, seu fundador, conforme publicação na Gazeta Oficial, de Cuiabá de 13 de junho de 1931.
Os dois cursos começaram no início deste
mesmo ano, com professores escolhidos entre profissionais de saúde da cidade,
entre eles, os médicos Vespasiano Barbosa Martins e Tertuliano Meireles.
Em 1932 teve as aulas interrompidas e suas
dependências ocupadas por militares, depois da derrota dos constitucionalistas.
Em 1933, frustrada a tentativa de conseguir inspeção federal para
reconhecimento dos cursos, o diretor Agostinho dos Santos, transfere a direção
da sociedade para o médico Tertuliano Meireles e muda-se para o Rio de Janeiro.
A faculdade chegou a formar uma turma de
dentistas e outra de farmacêuticos e, não conseguindo o credenciamento
federal, encerrou suas atividades.
FONTE: Jornal do Comercio (CG), 23 de julho de 1933.



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